Mostrar mensagens com a etiqueta Sego. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sego. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Ainda há esperança na politica...

Desde o dia 6 de Maio que se falava se Ségolène Royal seria ou não candidata às legislativas do próximo mês de Junho. Esta questão colocava-se devido a umas palavras que proferiu, em que dizia que defendia uma "não-acumulação" de mandatos. Punha-se então a questão se iria seguir fiel aos seus principios ou se, como é muito normal nos politicos, mudaria de opinão e aquilo que foi dizendo e defendendo durante a campanha presidencial não passariam das tipicas promessas politicas. A resposta foi dada hoje pela própria Ségolène Royal.... "Bien que la loi l'autorise, l'avenir est au non-cumul des mandats, et je m'applique à moi même le non-cumul dont j'avais défendu le principe lors de la campagne présidentielle". "J'ai décidé de ne pas être à nouveau candidate pour ne pas cumuler un mandat de présidente de région et un mandat de députée". Uma grande salva de palmas para esta Senhora! A resposta é clara... Ségolène não será candidata às legislativas, seguindo assim fiel aos seus principios. Mas anunciou já que irá dar todo o apoio aos candidatos da oposição para que a esquerda consiga uma maioria na assembleia e assim, Nicolas Sarkoty ter de escolhar um primeiro ministro da esquerda.


A próxima luta de Ségolène poderá muito bem ser, em Novembro, pela liderança do partido socialista, que se encontra actualmente nas mãos do seu companheiro François Hollande. Uma luta que, ao confirmar-se, promete ser interessante. É por estas coisas que eu sempre disse que um casal trabalhar no mesmo ramo e no mesmo local nunca resulta... Hollande amigo, temos muita pena, mas a Ségolène é a nossa Tia Sego e em qualquer batalha que ela entre, nós estamos com ela!


Bem entretanto também já se começa a proclamar o soglan: Ségolène 2012!!!!
Allez Sego!
(Ona)




quarta-feira, 9 de maio de 2007

A Dama de Branco






È complicado descrever esta senhora… não porque ela não tenha muito por onde se pegue, porque o problema é ter tanta coisa para falar que uma pessoa nem sabe por onde começar.
Confesso que sempre fui mais “virada” para a direita… Mas nos últimos meses dei por mim a defender com unhas e dentes ideais de esquerda. O mais estranho e engraçado é que nem são propriamente ideais de esquerda portugueses (sim porque a nossa santa esquerda portuguesa…).
Confesso que o que me chamou primeiro á atenção foi o facto dela ser mulher. Não sei em que mundo andava que não vi nas notícias nada sobre as eleições presidenciais. E tal não foi o meu espanto quando vejo na TV que havia uma mulher candidata á presidência.
Outro impacto muito grande foi como a vi na TV pela primeira vez… foi numa visita a Portugal (ao Porto) onde estavam reunidos os líderes dos partidos socialistas europeus. Parecia uma autêntica estrela… câmaras por todo o lado a tentar recolher uma imagem dela. Como disseram na TV na altura “ A sua entrada foi motivo de todos os atropelos”. Fiquei intrigada sobre aquela figura que tanto mediatismo suscitava. Fui á Internet (abençoada seja) buscar informações sobre ela. Foi apenas o começo, porque a partir desse momento nunca mais deixei de seguir todas as informações sobre ela. Por isso dizia recentemente que ela era já como alguém da minha família, tal não era a quantidade de vezes que, através do computador e da TV, me “entrava pela casa adentro. Assim como uma espécie de Tia… a Tia Sego!
O tempo passa muito rápido… parece que foi ontem e já lá vão uns quantos meses (não me recordo bem ao certo quantos, mas certamente mais de 4).
Foi seguindo toda a sua campanha eleitoral, vibrando e alimentando o sonho de ela puder vir a ser Presidente de França. A primeira volta a 22 de Abril continuou a alimentar essa esperança. Mas o dia 6 de Maio ficará para sempre na minha memória como o dia que “arruinou” essa esperança.
De todo este tempo ficam as recordações de como ela se bateu contra todos os ataques vindos dos seus adversários e também de membros do seu partido que nunca ultrapassaram o facto de ser uma mulher. Machismo, diria eu. Mas mesmo assim ela continuou, ainda com mais força e com um enorme apoio popular que nunca a abandonou, nem mesmo no momento da derrota.
Como recordação fica o sorriso com que enfrentou todas as dificuldades. Fica também o gesto característico dela de abrir os braços em sinal de agradecimento e que dava um ar de que queria abraçar toda a França… um abraço protector e maternal.
Como recordação fica cada um dos seus meetings e os discursos que neles tinha. Cada palavra que lhe saia directamente do coração.
Como recordação fica o grito “Ségolène Presidente” que manteve acesa a esperança até ao último minuto. Um grito que emocionava, e mais ainda quando se olhava para a sua cara de orgulho, emoção e felicidade nesses momentos.
Na memória fica a enorme onde de apoio que se levantou, que levava milhares e milhares de pessoas ao seu encontro. Pessoas que confiavam nela, que a viam como a única possibilidade para “elevar” a França.
Como recordação ficam os nervos quando alguém a critica e a tratava de uma maneira injusta.
Como recordação fica tudo isto e muito mais.
Para recordação fica: Ségolène Royal.
Apesar de ela ter perdido, não sinto minimamente que me tenha decepcionado ou desiludido, pois sei que deu o seu melhor. Desiludida e decepcionada deixam-me as pessoas que não confiaram nela. Mas quando a isso já não podemos fazer nada.
Como compromisso de futuro ficou a promessa de seguir a lutar ao lado das pessoas que sempre a apoiaram. Como disse no discurso após os resultados da segunda volta, “algo foi criado, algo forte, que não vai acabar por aqui, porque vamos seguir juntos para vencermos batalhas futuras”. Assim o esperamos e estamos prontos. Perdeu-se uma batalha mas não se perdeu a guerra.


A ti Ségolène, um muito obrigado por me fazeres acreditar que era possível e que a política pode ser bela.

Merci Ségolène

(Ona)