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sexta-feira, 11 de maio de 2007

Ai Ai Ai Presidente Sarkozy



Eu não era eu se não escrevesse algo sobre o Sarkézou…perdão, Sarkozy. Mas este ainda não é o texto em que exponho todo o meu mau amor (só para não dizer ódio) por ele. Esse dia virá, calma.
Após ter sido eleito no dia 6 Maio, logo circulou a informação que o novo Presidente Francês, Nicolas Sarkozy (o quanto me custa dizer isto, mas estou a tentar ser o máximo correcta possível) iria tirar uns dias de “descanso” (nós cá chamamos de férias mas pronto. Cada um emprega o nome que quiser). Durante 12 horas a imprensa buscou o seu paradeiro por todas as praias mais famosas em França. Olha que burrice… um homem que é agora Presidente lá á passar férias no seu próprio país… quer dizer, vamos ser um bocado razoáveis! Os seus conselheiros diziam que estava a fazer um retiro num mosteiro (olha se não é mesmo a cara dele!) para se habituar “à gravidade da missão presidencial” (contem-me histórias…qual habituar qual carapuça!). Lá finalmente descobriram o homem… Por onde andava? A passar férias em 2 iates de luxo ao largo de Malta! É, quem pode pode! Está claro que muito bom povo francês não achou muita piada. Lógico, o dinheirinho deles não é propriamente para pagar férias ao macac…ah, ao presidente. Ele já fez saber que o dinheiro que gastou não foi dos “contribuintes” (vamos chamar-lhe assim). Pois… porque se num prato da balança eu tiver o meu próprio dinheiro e no outro prato tiver o dinheiro do povo, eu vou pegar no meu para passar umas belas e luxuosas férias… está-se mesmo a ver! E já me esquecia… na noite do 6 para o 7 de Maio, o Sr. não dormir a casa… mas para quê quando se pode ir dormir a um hotel de luxo?! Meus amigos, ele é o Presidente! Tudo o que seja abaixo de 5 estrelas não serve! E é tudo com dinheiro dele, vamos lá ser respeitadores!
Bem, depois ainda há um tal de um Johnny Halliday, um cantor que por sinal é muito amigo do casal Sarkozy, que se exilou na Suiça para não pagar impostos em Paris, anunciou que vai regressar a França… Sem ser muito mázinha (não é que o Sarkézou mereça a minha bondade), acho isto um bocado estranho. A coisa exposta desta maneira dá a entender que, agora como o Sarkozy é presidente, o Sr. pode voltar. E então os impostos? Bem, por esta ordem de ideias os impostos não iriam ser um problema e ele ia continuar sem os pagar. Isto porque o seu amigo presidente é uma alma caridosa e, das duas uma: ou faz lá uma marosca qualquer para ele não pagar os impostos (isso não é crime?!) ou então, já que tem tanto dinheiro para iates e hotéis de luxo, paga os impostos por ele! Olha que bonito! Chega quase a dar vontade de chorar com tanta caridade! Enfim, se não é para isso que servem os amigos… para pagar a conta quando, por azar, nos esquecemos da carteira em casa…

Bem, uma vez que começámos bem e terminámos de uma maneira assim, sei lá, “caridosa”, ficamos por aqui para não correr o risco de partirmos para um campo nada politicamente correcto.
Fica prometido para breve um texto exclusivo cheio de “criticas amorosas” para um homem que eu tanto… Completem vocês!

(Ona)

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Menos cachopos, mais velhotes...



Cá vem a da idade da reforma.

Diz o Instituto Nacional de Estatisticas que o número de crianças com menos de 15 anos anda a diminuir no nosso país. Parece que na decada de 1960 eram 2,5 milhõese agora só há 1,6 milhões. Estimam também que até 2050 este número diminuiá em 50%. Por outro lado, o número de idosos com mais de 65 anos continua a aumentar.
Isto a mim não me surpreende nem um pouco. Já viram a roubalheira que estão as fraldas hoje em dia?! E um bebé gasta muita fralda. E roupa, e comida, e infantários, e escolas, e faculdades, cartas de condução, carro, casa... hoje em dia ter um filho quase que leva os pais à falência. Eu sei. A minha mãe diz-me isso quase todos os dias. Por isso não é de estranhar que os casais cada vez tenham menos filhos e mais tarde. Isso, juntamente com o aumento da esperança média de vida, faz com que tenhamos uma população bastante envelhecida e a aumentar.

Daí ao aumento da idade da reforma é um saltinho. Ao aumentar a idade da reforma o nosso governo está a ser visionário. Está a antever o futuro e a preparar-se para combater os problemas sociais com base nessa previsão. Se realmente cada vez vai haver mais velhos é bom que trabalhem não queremos uma data de velhadas a xular o país (para mais se tiverem pensões daquelas que já falámos). os jovens, por sua vez, não precisam de trabalhar. Afinal, são uma minoria e toda a gente sabe como este mundo trata as minorias; dá sempre jeito uma minoria descontente por perto. Serve de bode expiatório.

Mas parecendo que não,isto é bom. Ora sigam o meu raciocinio. Se o número de jovens diminui e a idade da reforma aumenta, eventualmente diminuirá a taxa de desemprego porque os idosos estarão todos a trabalhar e os jovens... não os há! ardiloso, sem dúvida. Não sei como é que não pensaram nisto antes... E eu aqui preocupada com a diminuição da taxa de natalidade e já a pensar em contribuir parindo três ou quatro filhos daqui a uns anos... Esquece lá isso! Dava cabo da politica do nosso governo contra o desemprego. Era um autêntico suicidio social. Ainda bem que me abriram os olhos a tempo!

P.S- Só acho que se esqueceram de um pormenor... eventualmente os velhos irão morrer. É a vida... E depois como é? Portugal fica deserto... Lá terá de se apelar à imigração... Aquele caso em Vila de Rei não resultou mas acho que era por ser um sitio pequeno e isolado. Se pusermos cartazes por aí de "País procura habitantes. Idade não importa" a coisa é capaz de resultar.